“Eu posso parecer apaixonado com o “como” da representação, como você representa ao invés do “o que” e “por que”. Isso é inevitável. O “como” tem grande efeito no que você vê. Dizer que “ o que vemos” é mais importante do que “como vemos” é pensar que “como” é assentado e fixado. Quando você se da conta que esse não é o caso, você percebe que o “como” freqüentemente afeta o “o que” vemos.
David Hokney
dicarloarte
Projeto de licenciatura em Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás. Tem como intuito o acompanhamento de desenvolvimento acadêmico de Nilza Marta di Carlo.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Querida Patricia
Querida Patricia!
Estou atualmente morando em Anápolis, GO. Moro no décimo oitavo andar de um prédio no centro que me dá uma visão ampla, de torre. Sinto-me por vezes deslocada nessa torre, onde os habitantes da cidade perdem sua individualidade por serem observados de um anglo tão distante. Há um silencio no barulho lá embaixo que me agrada... Os barulhos também são impessoais.
Tudo muda quando, depois de uma descida vagarosa num elevador preguiçoso, me encontro no portal da portaria – o marco para uma vida onde os habitantes ganham personalidade, corpo e movimento. Sinto-me como uma célula ao entrar na corrente sanguínea da cidade, nas veias das ruas onde há uma possibilidade de uma existência participativa.
Pergunto-me com freqüência se !pertenço” a essa cidade.... dependendo do meu envolvimento emocional, digo que sim, e, quando digo que não, vejo que esse “não” prevaleceria em qualquer cidade que me encontrasse naquele momento.
Como sabes, já morei em várias cidades e, sempre há essa pergunta: È aqui meu lugar? Por hora é Anápolis. Esta bom...tenho escolhas dos momentos que transitam entre acolhimento e observação e momentos de integração social. E você? Por onde andas?
Estou atualmente morando em Anápolis, GO. Moro no décimo oitavo andar de um prédio no centro que me dá uma visão ampla, de torre. Sinto-me por vezes deslocada nessa torre, onde os habitantes da cidade perdem sua individualidade por serem observados de um anglo tão distante. Há um silencio no barulho lá embaixo que me agrada... Os barulhos também são impessoais.
Tudo muda quando, depois de uma descida vagarosa num elevador preguiçoso, me encontro no portal da portaria – o marco para uma vida onde os habitantes ganham personalidade, corpo e movimento. Sinto-me como uma célula ao entrar na corrente sanguínea da cidade, nas veias das ruas onde há uma possibilidade de uma existência participativa.
Pergunto-me com freqüência se !pertenço” a essa cidade.... dependendo do meu envolvimento emocional, digo que sim, e, quando digo que não, vejo que esse “não” prevaleceria em qualquer cidade que me encontrasse naquele momento.
Como sabes, já morei em várias cidades e, sempre há essa pergunta: È aqui meu lugar? Por hora é Anápolis. Esta bom...tenho escolhas dos momentos que transitam entre acolhimento e observação e momentos de integração social. E você? Por onde andas?
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
O COTIDIANO NO INTERIOR
http://www.youtube.com/watch?v=VJ6r8WCkmcg&feature=search
Descrição:
O cenário do filme encontra-se em um quintal de uma casa no interior onde há o muro, a textura do chão, uma caixa d’água , uma metade copa de uma arvore, e três personagens. Os planos de atuação das três personagens são marcados fortemente: o primeiro plano é o da pessoa que filma que não é mostrada e sim sentida através da validação de sua presença pela protagonista no segundo e central plano. O segundo plano encontra-se uma senhora em cima de um banquinho improvisado de braços abertos e apoiados na crista do muro. Ela se comunica com a pessoa que filma do primeiro plano e a vizinha do outro lado do muro no terceiro plano. A vizinha do outro lado do muro esforça-se para alcançar a visibilidade dos dois primeiros planos. Existe então uma dinâmica constante entre esses planos.
Este filme mostra a simplicidade das relações de convívio entre essas vizinhas , e o afeto existente entre a senhora protagonista do plano central e a pessoa que filma. Essa senhora nos traz uma lição de aceitação, conforto e leveza corporal pois esse corpo se encontra confortável com ele mesmo , com seus gestos e sua funcionalidade.
Escolhi exercitar minha própria poética. Espero que gostem!
ASSIM
Nilza Marta Di Carlo
Assim somos nós
Em busca do acolhimento do convívio
Abrindo os braços e transpondo o cerco
Dividindo o cotidiano com apreço
Assim é o outro
Que atende ao meu buscar
Sozinho não sobrevive
Carece do meu caminhar
Assim é você
Que se põe a me filmar
Quero que conte a todos
Que me és familiar
Assim sou eu
Com roupas a passar
Elevo meu corpo nesse banquinho
Porque contigo quero me comunicar.
Descrição:
O cenário do filme encontra-se em um quintal de uma casa no interior onde há o muro, a textura do chão, uma caixa d’água , uma metade copa de uma arvore, e três personagens. Os planos de atuação das três personagens são marcados fortemente: o primeiro plano é o da pessoa que filma que não é mostrada e sim sentida através da validação de sua presença pela protagonista no segundo e central plano. O segundo plano encontra-se uma senhora em cima de um banquinho improvisado de braços abertos e apoiados na crista do muro. Ela se comunica com a pessoa que filma do primeiro plano e a vizinha do outro lado do muro no terceiro plano. A vizinha do outro lado do muro esforça-se para alcançar a visibilidade dos dois primeiros planos. Existe então uma dinâmica constante entre esses planos.
Este filme mostra a simplicidade das relações de convívio entre essas vizinhas , e o afeto existente entre a senhora protagonista do plano central e a pessoa que filma. Essa senhora nos traz uma lição de aceitação, conforto e leveza corporal pois esse corpo se encontra confortável com ele mesmo , com seus gestos e sua funcionalidade.
Escolhi exercitar minha própria poética. Espero que gostem!
ASSIM
Nilza Marta Di Carlo
Assim somos nós
Em busca do acolhimento do convívio
Abrindo os braços e transpondo o cerco
Dividindo o cotidiano com apreço
Assim é o outro
Que atende ao meu buscar
Sozinho não sobrevive
Carece do meu caminhar
Assim é você
Que se põe a me filmar
Quero que conte a todos
Que me és familiar
Assim sou eu
Com roupas a passar
Elevo meu corpo nesse banquinho
Porque contigo quero me comunicar.
Do Alto
Esse trabalho fotográfico sobre o desfile de 31/julho/2010 em comemoração ao aniversario da cidade de Anápolis. Encantei-me com a possibilidade de composição dessas fotos em mergulho tiradas do décimo oitavo andar do edifício Rio Negro no centro da cidade. Esse trabalho trouxe-me prazer e surpresa e, continuando nessa caminhada poética, fiz a seguinte poesia.
DO ALTO
Nilza Marta Di Carlo
Do alto os bambolês são fitas
Arrastando-se ao chão
Os tambores são pratos
Que espalham sensação
Do alto, soldado é um ponto.
Ponteiros, seus braços.
Bailarina: bolo de festa!
Palhaço... só cansaço...
banda que a musica provê,
gente, balança, pra que?
Sapateado daqui me parece
No meio fio, outro ritmo...
faixas que o povo vê
Quer entender, crer?
Caso mostradas ao ceu
Aqui também posso
As freiras que lá se vão
Rezam juntas em solidão
Com certeza querem ser
Como o próximo, o cidadão
Os carros logo aparecem
Da polícia, bombeiro e da creche
Povo vê, povo ri, povo quer
O desfile assistir em pé!
DO ALTO
Nilza Marta Di Carlo
Do alto os bambolês são fitas
Arrastando-se ao chão
Os tambores são pratos
Que espalham sensação
Do alto, soldado é um ponto.
Ponteiros, seus braços.
Bailarina: bolo de festa!
Palhaço... só cansaço...
banda que a musica provê,
gente, balança, pra que?
Sapateado daqui me parece
No meio fio, outro ritmo...
faixas que o povo vê
Quer entender, crer?
Caso mostradas ao ceu
Aqui também posso
As freiras que lá se vão
Rezam juntas em solidão
Com certeza querem ser
Como o próximo, o cidadão
Os carros logo aparecem
Da polícia, bombeiro e da creche
Povo vê, povo ri, povo quer
O desfile assistir em pé!
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
VOOS
Voos
Voos é um projeto de pesquisa sobre estruturas arquitetônicas e visuais na cidade de Anápolis. Procuro fazer uma releitura dessas estrutuas de uma forma poética e gráfica.
Nessas imagens, procuro estabelecer uma organização dos elementos, buscando uma coerência estética que proporcione um sentido mais poético que satisfaça a minha ânsia de organizar o caos estrutural.
Voos é um projeto de pesquisa sobre estruturas arquitetônicas e visuais na cidade de Anápolis. Procuro fazer uma releitura dessas estrutuas de uma forma poética e gráfica.
Nessas imagens, procuro estabelecer uma organização dos elementos, buscando uma coerência estética que proporcione um sentido mais poético que satisfaça a minha ânsia de organizar o caos estrutural.
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