Querida Patricia!
Estou atualmente morando em Anápolis, GO. Moro no décimo oitavo andar de um prédio no centro que me dá uma visão ampla, de torre. Sinto-me por vezes deslocada nessa torre, onde os habitantes da cidade perdem sua individualidade por serem observados de um anglo tão distante. Há um silencio no barulho lá embaixo que me agrada... Os barulhos também são impessoais.
Tudo muda quando, depois de uma descida vagarosa num elevador preguiçoso, me encontro no portal da portaria – o marco para uma vida onde os habitantes ganham personalidade, corpo e movimento. Sinto-me como uma célula ao entrar na corrente sanguínea da cidade, nas veias das ruas onde há uma possibilidade de uma existência participativa.
Pergunto-me com freqüência se !pertenço” a essa cidade.... dependendo do meu envolvimento emocional, digo que sim, e, quando digo que não, vejo que esse “não” prevaleceria em qualquer cidade que me encontrasse naquele momento.
Como sabes, já morei em várias cidades e, sempre há essa pergunta: È aqui meu lugar? Por hora é Anápolis. Esta bom...tenho escolhas dos momentos que transitam entre acolhimento e observação e momentos de integração social. E você? Por onde andas?
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